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A Gestão empresarial e a questão da sustentabilidade: uma relação a ser consolidada

A humanidade se encontra em uma encruzilhada. O padrão de vida atual imposto pela aceleração das premissas do capitalismo após a II Guerra Mundial não conseguirá se manter por muito tempo, dado que os recursos do planeta não suportam o modelo de consumo e produção que foi estabelecido nas últimas décadas.

Não podemos falar em gestão empresarial sem antes entender essa realidade. Afinal, vivemos como um organismo vivo, um sistema, e tudo está interligado. Tudo é interdependente. No entanto, à medida que trabalhamos de forma egoística, sem pensar no todo, algo ocorre: os recursos se tornam escassos, as economias paralisam, as sociedades empobrecem e ninguém se entende. É o que estamos vendo atualmente em quase todos os países. Quando nos aprofundamos em cada questão, vemos a mão humana trabalhando em prol de interesses próprios. E como o poder está na mão de uma minoria – grandes corporações e líderes políticos - a questão da sustentabilidade fica sempre em segundo plano.

Nessa luta de Davi e Golias, muitos movimentos surgiram a partir da década de 1970 com o intuito de demonstrar o real caminho que a sociedade global estava tomando. Com isso, tivemos alguns avanços. No Brasil, por exemplo, foi criada em 1981 a primeira lei específica relacionada ao meio ambiente. A questão da sustentabilidade tem aumentado sua visibilidade e presença nas leis nacionais em todo o mundo e nas práticas de diversas organizações empresariais. No entanto, um longo caminho de conscientização ainda precisa ser trilhado.

A visão de curto prazo ainda domina os gestores e as organizações. Ou seja, estamos indo na contramão de um modelo de gestão empresarial ideal: como não olhamos para o futuro, não planejamos corretamente. E infelizmente tal postura perpassa grande parte das empresas. E esse fato impacta substancialmente na sustentabilidade do sistema em que estamos inseridos.

Cada vez mais os gestores terão que atentar para a nova realidade do planeta. Cabe às lideranças, seja nas pequenas, médias ou grandes empresas, traçar planos e desenvolver atividades que colaborem com o meio-ambiente. Parece que a responsabilidade ambiental já faz parte da agenda das organizações, porém uma análise mais apurada demonstra que muito pouco está sendo feito. Gestão é planejamento, execução e acompanhamento. A realidade atual demonstra que muitos possuem “boa vontade”, incluem a sustentabilidade em seus princípios, mas muitas dúvidas ainda permanecem e a ação prática – a execução – não evolui.

Uma gestão moderna deve incluir estratégias e metas anuais de responsabilidade socioambiental. Claro, dentro das possibilidades e capacidade de investimento de cada empresa. O importante é iniciar e sistematizar as ações. O cérebro aprende por repetição e com as empresas não será diferente. O hábito e a disciplina na execução de atividades que favoreçam a sustentabilidade deverão fazer parte do dia-a-dia das organizações. Na situação em que o planeta se encontra, será que existe outro caminho para a gestão?


Texto publicado na Revista ECOBRASIL. 

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