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Você quer ser um empreendedor?

Na verdade, caro leitor, eu não quero saber se você tem vontade de abrir uma empresa, ter um negócio de sucesso ou se almeja investir em algum empreendimento econômico. Pois é, parece estranho, mas o conceito de empreendedor mudou radicalmente nos últimos anos, a fim de acompanhar a nova dinâmica da sociedade e do mundo das organizações. No entanto, pergunte a um amigo, ao seu gestor, colaborador ou familiar, o que significa ser empreendedor. Observe que para a esmagadora maioria, o empreendedorismo remete a ideia daquele que desenvolve “um negócio” baseado na inovação com o objetivo de gerar lucro para seus proprietários.
    
Como se vê, estariam de fora desse rol as outras categorias de profissionais que não desejam, por diversas circunstâncias, fundar novas empresas, tais como professores, empregados, donas de casa, políticos ou religiosos.
   
Felizmente, com a evolução dos estudos no campo do empreendedorismo houve a expansão dos seus limites, o que tornou o empreendedor qualquer pessoa que atua de forma inovadora, que “transforma sonhos em realidades viáveis”, como ressaltado pelo professor Fernando Dolabela. Em resumo: pessoas que fazem acontecer seja qual for a sua profissão ou atividade.

No âmbito das organizações, surge na década de 1980 o termo intra-empreendedor (do francês intrapreneur), cunhado por Gifford Pinchot, para designar aqueles profissionais que desenvolvem inovações e melhorias em produtos, serviços e processos nas empresas em que trabalham, sem necessariamente serem proprietários ou acionistas do negócio.

Os conceitos relacionados ao intra-empreendedorismo ainda são pouco conhecidos e esperamos que se tornem um paradigma importante dentro da administração. Por que esse desejo? Ora, cada vez mais as organizações precisam inovar e criar diferenciais – por meio de sua força de trabalho - para superar os imensos desafios que surgem na economia, nas novas relações com os clientes (novas maneiras de pensar, pesquisar e decidir) e nas demandas referentes à sustentabilidade.

Se você é um empreendedor-empresário, obrigatoriamente precisa inovar.  Para isso, busque utilizar o potencial de sua equipe através de diretrizes que estimulem o intra-empreendedorismo, tais como o apoio à autonomia dos colaboradores, reconhecimento e recompensa pelas inovações e resultados obtidos, avaliação de desempenho levando em conta competências empreendedoras, reconhecimento público para as pessoas que desempenham um papel intra-empreendedor, para citar algumas ações.

E para você que quer ser um empreendedor, na acepção mais ampla da palavra, faça diferente, fuja do padrão e cumpra a sua missão na sua empresa, na sua família e na sociedade. Inove em tudo e colha os excelentes resultados de sua disposição empreendedora!

ARTIGO EXCLUSIVO PARA REVISTA PÚBLICO A - 03/12/2011


Guilherme Said é Administrador, professor da UFC e consultor empresarial. Mestre em Administração e Controladoria pela UFC e Diretor de Projetos de Consultoria da SAIDGARIS Desenvolvimento Empresarial e Humano.

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