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O papel das inovações tecnológicas nas organizações

Antes de tudo, vamos deixar claro o conceito de tecnologia, apesar de haver uma grande diversidade de visões sobre o tema. De acordo com o Dicionário de Administração, a tecnologia pode ser definida como “a aplicação sistemática do conhecimento científico ao processo produtivo, especialmente com objetivos industriais ou comerciais, incluindo todo o conjunto de conhecimentos, métodos, e equipamentos que podem ser usados de forma combinada para tais objetivos, tendo como finalidade a satisfação das necessidades humanas pela transformação de insumos em produtos e serviços.”

Nesse prisma organizacional, as questões referentes à inovação e ao papel da tecnologia ganharam impulso e uma nova dimensão a partir dos estudos do economista Joseph Alois Schumpeter que viveu no início do século XX.

Na visão schumpeteriana, a inovação tecnológica corresponde a um tipo de mudança no processo produtivo que visa o aumento da produtividade, ou seja, a produção de produtos de uma forma mais automatizada, gerando o lucro empresarial como resultado da
realização de novas combinações de materiais e forças.

Quando se aborda a inovação tecnológica, é preciso evidenciar o papel da tecnologia da informação, a qual está mudando rapidamente a natureza das organizações e a estruturação do processo decisório. Neste sentido, podemos destacar algumas inovações transformadoras hoje presentes no mundo organizacional, como: equipamentos de telecomunicações globais capazes de unir unidades organizacionais; tecnologias de apoio à decisão baseadas no rápido processamento de informações e tecnologias que permitem discussões remotas por meio de teleconferência, aumentando a conectividade e a interdependência.

Diversos estudiosos têm enfatizado a importância das inovações tecnológicas ligadas à tecnologia da informação, o que permitiu também nesses últimos anos a chegada de vários conceitos nas ciências administrativas e econômicas, sendo a chamada “Economia da informação” o aparato teórico que busca explicar os princípios e padrões dos mercados baseados na informação, no conhecimento e na tecnologia.

A Economia da Informação é uma área da economia que consiste em explicar os novos padrões das estruturas e meios de produção surgidos a partir do aprofundamento da tecnologia da informação, em que a própria informação passa a ser considerada como uma mercadoria e um recurso essencial para o desenvolvimento do capitalismo. Essa “nova” economia possui as mesmas leis básicas da teoria econômica tradicional, porém as novas tecnologias, principalmente a internet, têm modificado a forma como as empresas se organizam, se comunicam e produzem seus produtos e serviços.

Cabe às organizações entenderem profundamente essa realidade tecnológica e as suas consequências para a gestão organizacional. Para isso será necessário uma adequação à nova dinâmica da economia que, de acordo com o Peter Drucker, só é possível a partir da prática da “administração empreendedora”, baseada nos seguintes princípios: 1) A inovação deve ser parte da rotina da organização, e não ser percebida como algo que vai contra a sua natureza; 2) Todos os colaboradores devem compreender que a inovação é o melhor modo de preservar e perpetuar a organização; 3) A administração deve implementar um modelo voltado para a reflexão e julgamento constante acerca dos produtos, processos, tecnologias, mercados e procedimentos existentes; 4) Desenvolvimento de um plano de inovação estruturado, com os seus limites, prazos e objetivos específicos; 5) Utilização de práticas de gestão que estimulem o empreendedorismo interno, tais como: reuniões gerenciais com foco em oportunidades e não apenas em “problemas”; avaliação de desempenho inovador; sessões estruturadas de aprendizagem e diálogo envolvendo todos os níveis organizacionais.

Muitas organizações brasileiras já estão colocando em prática esses princípios, visando a sua sustentabilidade e competitividade. E nós? Como podemos estimular os nossos gestores para reconhecem a importância dessas questões?


Guilherme Said é Administrador, professor da UFC e consultor empresarial. Mestre em Administração e Controladoria pela UFC e Diretor de Projetos de Consultoria da SAIDGARIS Desenvolvimento Empresarial e Humano.

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